A alta venda de celulares é tão gritante no Brasil que a quantidade de aparelhos deverá superar, até o final de 2010, o número de pessoas. Basicamente, os planos pré-pagos são os mais visualizados pela possibilidade de ter uma linha a um custo baixo, diferentemente dos pós-pagos, mais bem vistos pelas empresas e pelos cidadãos com remuneração confortável.

A tendência tem comportado um dado estatístico diferenciado. Entre as nações emergentes, os brasileiros são os que pagam mais caro para utilizar o celular. Levantamento edificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revela que São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, possuem índices de penetração acima de vários países europeus, inclusive em relação à media constatada nos Estados Unidos.

As despesas da telefonia e da internet brasileira já foram escopos de indagações por parte de entidades internacionais. Mesmo assim, entre 2008 e o ano passado os custos decresceram 25%, não afastando, pois, a constatação de o país comportar um dos celulares mais custosos em todo o planeta.

Dados mais afunilados revelam que o custo absoluto da telefonia móvel é três vezes superior à média das nações emergentes. De acordo com o Estadão, um pacote de 165 minutos de conversação, 174 mensagens eletrônicas, 2,1 MB de dados e um download sai em torno de US$ 120 no Brasil, acima do observado na Nicarágua, Gabão, México, Turquia e Angola, por exemplo.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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