Dono da Claro propõe que operadoras forneçam celular grátis


Carlos Slim propõe que operadores doem celulares e governos banquem assinatura de banda larga, para acelerar a inclusão digital.

Recentemente, o empresário Carlos Slim chegou a sugerir que as empresas de telefonia móvel deveriam custear os aparelhos celulares dos seus clientes. Além disso, ele também chegou a mencionar que o Estado deveria criar programas com o objetivo de pagar pela conectividade dos cidadãos. O empresário é dono da América Móvil (Claro) e as falas em questão foram feitas durante o final de semana, momento no qual aconteceu o evento chamado The Broadband Commision for Sustainable Development.


O evento em questão teve Ruanda como sede e foi pensado para que a Conferência Mundial de Desenvolvimento de Telecomunicações fosse apresentada. Slim, que é copresidente desta comissão, aproveitou o seu espaço para fazer as declarações em questão logo após o discurso de abertura do evento.


É interessante destacar que esta reunião teve como objetivo principal promover a identificação de nações que sejam capazes de oferecer impulso para o progresso de forma acelerada. Isso está ligado especialmente ao oferecimento de um acesso que seja universal às redes e aos serviços digitais de forma geral.


Para Slim, as suas posturas se justificam porque ainda se vive tempos difíceis quando se pensa sobre essas questões, mas também quando elas são extrapoladas e se leva em consideração o contexto geral, seja da economia ou da política. Logo, o futuro está repleto de uma série de incertezas e também parece arriscado. Assim, de acordo com ele, todas as dificuldades poderiam ser enfrentadas de forma mais rápida, acessível e com mais igualdade caso os investimentos em banda larga para toda a população fossem devidamente realizados.


Nesse ponto do seu discurso, Carlos Slim fez a sua sugestão para as operadoras. Ele chegou a comentar que elas poderiam fornecer os aparelhos celulares e, então, o governo ficaria responsável pela criação de programas que pagassem uma assinatura mensal para as famílias qualificadas, garantindo que elas poderiam ter acesso ilimitado à internet por meio de um pacote de dados que fosse suficiente para garantir o seu acesso à educação remota, bem como ao comércio eletrônico e a alguns serviços de saúde que atualmente funcionam dessa maneira.

Além da presença de Carlos Slim, o evento de tecnologia em questão teve a participação de uma série de convidados especiais e de comissários. Todos eles representavam os líderes dos seus respectivos governos e também algumas empresas do setor privado, de modo que se encontraram para discutir o poder da transformação digital e também a sua capacidade de gerar efetivamente impacto socioeconômico positivo.

Também foram mencionadas, durante o evento, as maneiras que poderiam ser usadas para ampliar o acesso à banda larga e as parcerias que poderiam ser firmadas para tal. Durante os debates do evento foi levantado o fato de que nos 46 países menos desenvolvidos do mundo, em média, 17% da população ainda não possui um sinal móvel de banda larga.

Assim, além da sugestão de Slim, Houlin Zhao, o vice-presidente da Comissão, chegou a dar a sua opinião sobre o assunto. Ele destacou que um dos grandes desafios que ainda precisam ser superados para vencer as dificuldades com relação ao acesso à banda larga é encontrar um caminho para reduzir o seu preço. Assim, as assinaturas se tornariam mais acessíveis e mais pessoas consequentemente poderiam pagar por elas. Para Zhao, isso deve acontecer especialmente nos países que contam com populações expressivas de baixa renda.

Por fim, vale mencionar que esta foi a primeira ocasião em que a Comissão em questão se reuniu de forma presencial em dois anos. Este evento reúne mais de 2 mil membros da comunidade internacional, como ministros de governo, delegações internacionais e líderes do setor digital par a comentar a respeito das suas questões.

Por enquanto, são apenas sugestões. Nada de concreto.



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