Mercado de revenda de aparelhos eletrônicos usados está crescendo no Brasil




Com os novos aparelhos surgindo no mercado dos eletrônicos, como o iPhone 6, por exemplo, outro mercado que também cresce rapidamente é o de revenda de aparelhos eletrônicos usados, principalmente smartphones e tablets. Plataformas recebem e avaliam os produtos, e caso queiram comercializar, os compram para revender. 

Apesar desse mercado ser novo para os brasileiros, já vem crescendo há algum tempo no exterior, principalmente no Reino Unido, e tem se expandindo para países como o Brasil, que vêm mostrando um grande aumento nas comercialização de aparelhos (35,6 milhões em 2013), e onde é observado também um intervalo curto de tempo nas compras de um aparelho para o outro (16 meses, em média), para cada consumidor, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. 


Esses números representam um aumento de 123% em relação ao ano anterior, e com a perspectiva para o futuro próximo, esse tipo de alternativa de revenda só tende a crescer também, pois além de gerar lucro ao usuário que deseja comprar um aparelho novo, também cria a possibilidade de pessoas terem acesso a aparelhos por um preço menor do que um aparelho novo no mercado. Ou seja, é bom para ambas as partes.

No Reino Unido esse tipo de comercialização é alta, chegando a trazer de volta para o mercado cerca de 50% de celulares usados (22 milhões de aparelhos). E o sócio-fundador de uma nova plataforma brasileira, a startup curitibana "ziggo", Guilherme Macedo, diz que se somente 1% dos aparelhos celulares, smartphones e tablets no Brasil voltarem para o mercado na revenda isso já daria um número consideravelmente alto.

"Se somente 1% dos aparelhos voltarem ao comércio pelas plataformas como a ziggo, isso corresponde a mais de 300 mil aparelhos", projeta Guilherme Macedo.


Macedo acredita que com a troca frequente de aparelhos realizada pelos consumidores, eles terão com esse serviço mais uma maneira de se desfazer de seus aparelhos antigos e ainda conseguindo gerar uma renda que poderá, inclusive, ajudar na aquisição de uma ferramenta eletrônica nova e mais moderna.

Por João de Azeredo Gameiro Alvares Calvet

Smartphones usados

Foto: Divulgação



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