Snapchat, o famoso aplicativo para celular, é alvo de denúncia sobre suposto “falso desaparecimento de mensagens dos usuários”, segundo reportagem publicada pelo site “The Verge”. 

De acordo com a denúncia, o conteúdo excluído poderia ser recuperado por terceiros e estaria bem acessível.

Através do app, o usuário compartilha de seu smartphone imagens por meio de um chat, as quais desaparecem em segundos. Lembrando que o usuário pode definir por quanto tempo o contato poderá visualizar a mensagem ou imagem divulgada.

O aplicativo está disponível para ser baixado em celulares com as plataformas Android e iOS. A denúncia também aponta que o Snapchat teria acesso à coleta de lista de contatos dos usuários, sem quaisquer autorizações deles.

Após a aprovação da resolução pela FTC (sigla em inglês para Comissão Federal de Comércio), o Snapchat terá de implantar, obrigatoriamente, um programa de privacidade mais amplo e que passará por fiscalização frequente dos órgãos competentes.

Na prática, o aplicativo não sofrerá nenhuma multa ou qualquer sanção, em princípio, mas terá de cumprir as novas metas quanto às políticas de privacidade para os usuários.

A estudante de arquitetura Ana Maria Santos, 22, diz não temer a violação de privacidade. “Eu sempre usei esse app e acho que há muita tempestade em copo d’água. Mas também não quer dizer que vou fechar meus olhos por completo, né?”, diz.

Já a professora Eliane Uriza, 30, pretende desinstalar o aplicativo após ter conhecimento sobre a denúncia: “Trata-se de um caso muito sério, eu tenho muito cuidado e cautela extrema com essas questões. Não me sinto segura sabendo que prometem uma coisa e, no fim das contas, fazem outra completamente diferente. Ah, estou desinstalando já já esse app do meu celular".

Enquanto isso, a empresa experimenta uma excelente fase de prospecção financeira com a veiculação de anúncios no aplicativo. Sem falar que, a cada dia, o app se populariza entre milhões de pessoas ao redor do mundo, em especial, os mais jovens.

Por Letícia Veloso

Foto: divulgação


O Secret, aplicativo disponível para Android e iOS direcionado à publicação – de forma anônima – de segredos por seus usuários, está com seus dias contados. Pelo menos em território brasileiro, o aplicativo não poderá mais ser disponibilizado pelo Google Play e App Store, lojas de aplicativos dos dispositivos Android e Apple, respectivamente.

A proibição ocorreu após o Ministério Público do Espírito Santo ter o seu pedido atendido pela justiça. Na solicitação, o mesmo alega que, perante à Constituição Brasileira, todo cidadão têm direito à sua privacidade, além da proteção de sua imagem e honra. Adicionalmente, o anonimato – seja em qual âmbito for – também é proibido.

O que mais chama a atenção para o Secret é que não há como se defender de possíveis postagens e fotos constrangedores, publicadas por anônimos. No aplicativo, qualquer pessoa pode ter sua privacidade quebrada e sua honra ferida, mesmo que não faça parte do rol de usuários. Muitos descobrem que possuem suas intimidades reveladas no app por meio de outros usuários.

Outro aspecto que merece atenção é a utilização do aplicativo dentro das escolas. Algumas insituições alegam não conseguir controlar os alunos e, consequentemente, as situações constrangedoras motivadas pelo uso do aplicativo.

A App Store já retirou o aplicativo de sua loja. Ao tentar fazer o download do Secret na última sexta-feira (21), os usuários brasileiros foram surpreendidos pela seguinte mensagem: "O item que você tentou comprar não está mais disponível." Em contrapartida, no Google Play ainda é possível fazer o download do app.

É importante dizer também que a decisão vale, inclusive, para o aplicativo Cryptic, disponibilizado pela Motorola. O funcionamento do app é semelhante ao do Secret.

Ambas as lojas deverão cumprir com a decisão – publicada e assinada pelo juiz Paulo César de Carvalho na última terça-feira (19) – em até 10 dias. Caso contrário, cada empresa deverá arcar com uma multa diária de R$ 20 mil.

Vale salientar que tais proibições, por estarem previstas apenas na Constituição Brasileira, são válidas apenas para as contas brasileiras. Usuários com contas registradas em outros países poderão baixar o Secret normalmente.

Por Tatiane de Andrade Matos

Foto: divulgação





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