Empresa foi condenada a pagar US$ 625 milhões para a empresa VirnetX pela quebra de patentes nos aplicativos iMessage e FaceTime.

Nos últimos tempos, tornou-se comum se deparar com notícias referentes a processos entre grandes empresas por quebra de patentes. Muitas vezes, a empresa acaba por violar uma patente sem ter a intenção, de fato, mas em alguns casos, há má vontade ao utilizar uma tecnologia como sua, já registrada.

O caso mais famoso, provavelmente, é o envolvendo a Apple e a Samsung, que vêm se enfrentando rotineiramente nos tribunais de justiça por constantes quebras de patente, havendo processos tanto pelo lado da Maçã, contra a sul-coreana, como o contrário.

Agora, porém, a Apple está enfrentando o mesmo problema, novamente, mas não por ter processado a Samsung ou o contrário, mas sim pelo fato da empresa VirnetX, especializada em patentes e que obtêm toda sua receita, por meio das patentes que possui, em muitas vezes, graças a processos judiciais, ter processado a Apple por uma suposta quebra de patentes no iMessage e no FaceTime, apps da empresa de Steve Jobs.

A empresa foi condenada pelo júri federal do Texas, estado norte-americano, a pagar cerca de US$ 625 milhões a VirnetX pela quebra de patentes. A quebra de patente nos aplicativos ocorreu graças a um sistema de segurança na Internet, que seria patente da VirnetX e foi utilizada pela Apple sem consciência da empresa.

O valor, aliás, é maior do que o pedido originalmente pela VirnetX, que havia solicitado ao júri federal do Texas, uma indenização de  US$ 532 milhões, mas segundo o júri, a infração da patente por parte da Apple, ocorreu de forma intencional, o que acabou por fazer com que a empresa saísse do tribunal com ainda mais dinheiro no bolso do que desejava.

Porém, a Apple irá recorrer a decisão em breve e alegou que esse caso mostra a necessidade de haver uma reforma no registro de patentes.

A empresa, aliás, já havia enviado documentos ao juiz do caso, Robert Schroeder, para anular o processo, alegando que os advogados da empresa rival, haviam induzido supostamente o júri ao erro.

A VirnetX se tornou conhecida pelos recorrentes processos de patentes, em 2014 um processo contra a Microsoft gerou US$ 24 milhões de indenização a VirnetX, e em 2010, a empresa havia conseguido cerca de US$ 200 milhões com processos relativos a patentes.

Por Isis Genari

Apple


A propriedade intelectual é um direito garantido a um indivíduo ou empresa na maioria dos países. Ao registrar uma patente sobre determinada criação, uma empresa ou pessoa física garante que suas ideias não serão roubadas ou utilizadas por terceiros.

Funciona mais ou menos como os direitos autorais e de copywright. No caso de empresas gigantescas como é o caso da Apple, Samsung e diversas outras, essas patentes são armazenadas em quantidades enormes determinadas de portfólios.

No caso da Apple, tudo começou quando a empresa da maçã teve que desembolsar cerca de 100 milhões de dólares referentes a um acordo feito com uma fabricante de mp3 players. A partir daí, Steve Jobs passou a exigir de seus engenheiros que todo e qualquer detalhe de seus produtos fosse patenteado.

Isso ajudou a empresa não só a evitar mais processos futuros como também deu base para que pudessem processar qualquer empresa que utilizasse as criações sem permissão.

O grande problema dessa prática é que a “ideia genial” não foi utilizada apenas pela Apple, mas também por todas as gigantes do ramo da tecnologia. Com isso, estabeleceu-se uma verdadeira guerra entre várias empresas, principalmente a Samsung e a Apple.

Recentemente, uma mudança na estratégia de negócios da Apple pode mudar essa realidade, que já não tem sido tão lucrativa assim. Um dos maiores sinais de que a guerra esteja chegando a um fim é o acordo firmado recentemente com a Google, que põe um fim em qualquer processo judicial e mantém as duas companhias sem qualquer prejuízo.

Segundo relatos ao jornal The Times, Florian Mueller, especialista em Propriedade Intelectual prevê um acordo entre Apple e Samsung até agosto desse ano. Segundo ele, o portfólio de patentes da Apple já não é tão forte quanto antigamente e não há mais motivos para continuar com a batalha.

Se isso realmente acontecer, será um grande marco na história dessas duas empresas e quem sai ganhando sem dúvida é o consumidor que terá aparelhos de maior qualidade.

Por Ebenezer Carvalho

Foto: divulgação


Um dos assuntos que mais gera polêmica no universo da tecnologia é a briga de patentes que acontece frequentemente ente grandes empresas. O assunto controverso gera opiniões bastante dispersas: muitos acham que as empresas estão inteiramente corretas ao proteger suas invenções, em contrapartida, muitos acreditam que esse tipo de medida pode prejudicar o avanço da tecnologia de forma indireta.

Um episódio que ocorreu esta semana e, como já era de se esperar, gerou caminhões de comentários favoráveis e contrários, foi que a King, empresa responsável pelo desenvolvimento do famoso jogo para celulares Candy Crush Saga, conseguiu a aprovação para manter o nome “Candy” como sua propriedade privada.

Há pouco tempo atrás, a empresa já havia feito o registro da palavra “Saga” como sua propriedade. A palavra está presente em boa parte dos jogos da King e por esse motivo acaba sendo estranho encontrar a palavra em algum outro jogo que não seja desenvolvido pela empresa. Foi o que aconteceu com a Konami, que recebeu notificações por causa do uso da palavra no título “Animal Saga”.

Teoricamente, o novo registro faz com que a King seja a única empresa desenvolvedora de games a utilizar a palavra “Candy” no título de seus jogos. A notícia é, de certa forma, extremamente preocupante para desenvolvedores independente, que se sentem sem alternativas ao se dispor a brigar pelo uso da palavra.

Segundo a King, a estratégia é apenas uma maneira de proteger os usuários para que não sejam enganados ao baixar algum jogo ou app que possa ser associado à empresa, mesmo não sendo.

O fato é que o registro da palavra é uma medida muito polêmica, visto que a palavra “Candy” em inglês significa “Doce” em português. Para muitos a palavra é algo muito comum, e por isso não deveria ser registrada como propriedade da King. Uma demonstração do que está acontecendo, foi o que ocorreu com um desenvolvedor independente responsável pelo jogo Candy Casino Slots – Jewels Craze Connect: Big Blast Mania Land, que após receber ameaças da empresa, teve de trocar o ícone e remover a palavra Candy, já que para a empresa, o nome é muito parecido com Candy Crush Saga.

Mesmo que a maioria tenha Candy Crush Saga instalado em seus celulares com Android ou iOS, na opinião do povo, “Candy” (doce) não é uma palavra que tem dono, e por isso não é justo que seja de uso exclusivo da King.

Por Júnior Beluzzo

Candy Crush Saga

Foto: Divulgação





CONTINUE NAVEGANDO: