Primeiro smartphone criptografado brasileiro é lançado



A companhia de segurança Sikur, do grupo Ciberbras, divulgou recentemente o celular inteligente criptografado brasileiro pioneiro, que será disponibilizado para companhias e setor público no segundo semestre e para consumidores no próximo ano.

O produto será disponibilizado oficialmente na Mobile World Congress (MWC), evento de telecomunicações que ocorre em Barcelona. A perspectiva é que o Granitephone, produzido com tecnologia nacional, de acordo com a companhia, terá o valor médio US$ 800.



A Sikur produz desde o último ano sistemas de criptografia que podem ser instalados em dispositivos iOS, da Apple, ou Android, do Google, da mesma forma como em tablets e PCs. A empresa produziu dois modelos próprios de celular, onde um deles já foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com a Sikur, a criptografia do Granitephone está baseada somente no momento que existe interação com outro telefone da companhia, e os dados armazenados na nuvem ficam em 24 datacenters ao redor do mundo.

O dispositivo está presente no algoritmo de criptografia RSA de 2.048 bits, uma das mais complicadas para quebra. O modelo GT1 é direcionado para a área de defesa e primeiro escalão de governos, completamente codificado, com sistema operacional Android. Neste dispositivo, não há possibilidade de instalação de aplicativos não autorizados pela empresa.



O GT2, por sua vez, também será disponibilizado em Barcelona e tem como objetivo os clientes corporativos, possibilitando que o usuário entre e saia da área criptografada. Com isto, o usuário tem a possibilidade de separar a área segura da não segura, sendo capaz de baixar os aplicativos que desejar.

O Granitephone irá disputar com o Blackphone, um dispositivo também criptografado disponibilizado no último ano.

A Sikur foi iniciada em 2009 por ex-executivos do setor financeiro de Curitiba (PR), tendo transferida sua sede para Miami (EUA). A empresa também possui escritórios em Emirados Árabes, México, Colômbia e Chile.

Por Felipe Couto de Oliveira

Foto: divulgação



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