Uso do celular não prejudica a saúde, diz pesquisa



  

Quem nunca ouviu falar que o uso excessivo de aparelhos celulares pode prejudicar a saúde e até provocar câncer? Essa é uma afirmação que ouvimos muitos declararem com toda a convicção do mundo, não é? Muitas vezes como argumento para que deixemos de usar os celulares por muito tempo. Bem, ao que tudo indica, agora terão que usar outros motivos para isso.

Toda essa história teve origem nos estudos feitos desde os anos 1970, que sugeriram que os campos eletromagnéticos emitidos pelos celulares podem afetar o corpo humano e causar infertilidade e leucemia em crianças.

Assim, a notícia correu pelo mundo através de agentes de saúde e, em algum tempo, todos ouviram falar que o uso prolongado de celulares era prejudicial à saúde. A Agência para Pesquisa do Câncer até mesmo catalogou os campos de baixa frequência como “possivelmente carcinogênicos”, o que também colocou outras tecnologias que utilizam esses campos na mira das agências de saúde.

Porém, segundo novos estudos recentes, isso agora pode se tornar motivo de risos, tais como as crendices populares de épocas mais remotas. Um novo estudo da Universidade de Manchester foi divulgado pelo Journal of the Royal Society Interface, mostrando que tais campos magnéticos não afetam nossa saúde.

Mas qual era a explicação para que o câncer fosse causado pelos campos eletromagêticos, ou que a saúde seria prejudicada de alguma forma?

A lógica era que os campos poderiam destruir as proteínas do nosso corpo, o que desencadearia processos no organismo. Porém, o recente estudo afirma através de testes que as proteínas não são afetadas.





A pesquisa teve foco principalmente nas reações das chamadas flavoproteínas. Elas atuam no controle do sistema nervoso e na reparação de DNA. Porém, ainda é cedo para afirmar categoricamente qualquer conclusão, já que foi exatamente este o erro no passado, e não queremos repeti-lo.

Os testes continuarão sendo feitos e divulgados, e estaremos atentos às notícias.

Por Daniel Cavalcante

Foto: Antônio Cruz



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